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Vara da Justiça pela Paz em Casa realiza palestra sobre combate ao câncer de mama

Texto: Ascom TJBA

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A ação, em função da campanha Outubro Rosa, reuniu mulheres vítimas de violência doméstica

A equipe de serviço social da 3ª Vara da Justiça pela Paz em Casa e do campus Paralela do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) realizou na manhã desta quarta-feira (10) uma palestra de conscientização a respeito do combate ao câncer de mama. O evento foi realizado em virtude do Outubro Rosa, período de conscientização sobre a doença.

A Juíza Titular da unidade Ana Queila cumprimentou os participantes antes do início da apresentação, realizada por Gabriela Reis, Assistente Social da Unijorge. Na ocasião, Gabriela abordou a importância da prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama. “Esta é uma doença que atinge milhões de mulheres no mundo inteiro e, especificamente no mês de outubro, a gente comemora o Outubro Rosa com o objetivo de chamar atenção das mulheres”, comenta.

Além de abordar o que representa o Outubro Rosa, Gabriela Reis apresentou os fatores de risco, os principais sintomas, a importância do autoexame das mamas e o papel da realização de outros exames, como a mamografia e ultrassom de mama, para o diagnóstico precoce. Ela também salientou que este tipo de câncer atinge homens, mesmo em percentual menor. “Eles também precisam ser alertados”, disse.

A Assistente Social formada há 13 anos e especializada na área de saúde, avalia que ações de caráter educativo são importantes para garantir que informações necessárias cheguem até as pessoas, através de uma linguagem acessível. “Se não tivermos consciência do quanto a prevenção é importante, nós realmente não vamos ter o cuidado necessário com o nosso corpo. Quanto mais cedo a gente descobre a doença, maiores são as chances de cura”, informa.

Somos Todas Maria – A palestra teve como público-alvo as integrantes do grupo Somos Todas Maria, de apoio às mulheres que possuem processos tramitando na 3ª Vara da Justiça pela Paz em Casa. A Assistente Social Lumélcia Almeida explica que o grupo foi pensado como uma maneira de agregar mulheres que vivem ou viveram em situação de violência e, que justamente por isso, acabaram se isolando de amigos e parentes, seja por vergonha ou falta de apoio.

Desta forma, o grupo consiste em um espaço para fortalecer essas mulheres e ajudá-las a romper com o ciclo de violência de suas vidas. “Esse é um grupo informativo sobre medidas protetivas e questões relativas ao processo. A gente sempre convida alguém da área jurídica para dar conta da temática”, conta. Lumélcia Almeida acrescenta que mesmo aquelas que já tiveram seus atendimentos jurisdicionais concluídos permanecem acompanhadas pelo grupo.

Além do apoio da atual Juíza em exercício, ela também agradeceu à Desembargadora Nágila Maria Sales Brito, Presidente da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia; à Juíza Nartir Dantas Weber, que atualmente desempenha a função de Juíza Auxiliar da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e já foi titular da unidade; e à Magistrada Janete Fadul de Oliveira, pelo suporte contínuo a unidade.

No próximo dia 18 de outubro (quinta-feira) a unidade receberá Maria Cristina Camargo, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-UFBA), para também abordar o tema do câncer de mama em uma roda de conversa com as mulheres. “O Poder Judiciário na Bahia está atento à violência de gênero, olhando além da questão do processo”, avalia a Assistente Social Lumélcia

Relações abusivas x Câncer de Mama – A Defensora Pública Lívia Almeida também participou do evento, reforçando o processo de conscientização das mulheres sobre a necessidade de não deixar de lado a prevenção do câncer de mama. “Assim como o câncer de mama, o ciclo de violência doméstica é gradativo. É importante prevenir e a violência é progressiva. Raramente um homem começa logo de início agredindo a mulher fisicamente”, compara.

A Defensora alerta que as mulheres devem ficar atentas aos sinais de agressão psicológica e morais, típicas de um relacionamento abusivo, como comportamentos que expressem possessão; ataques contínuos à autoestima, através de comentários desrespeitosos e cruéis a respeito da aparência; ameaças; agressões verbais; e demonstrações que expressem a necessidade de exercer controle total da relação.

“Temos arraigado na nossa cultura que ciúme é excesso de amor, e as mulheres na maioria das vezes não conseguem perceber esses comportamentos”, comenta. Lívia Almeida destaca a parceria contínua da Defensoria com o Ministério Público e a equipe da 3ª Vara,
para promover toda atenção e suporte necessários para as vítimas de violência.

“Damos toda atenção e suporte necessário para as mulheres, inclusive com a rede de enfrentamento à violência, encaminhando para os serviços de acompanhamento existentes em Salvador, que são o Loreta Valadares e a Casa Irmã Dulce. Temos um bom contato também com a Ronda Maria da Penha”, afirma.

Ela cita o trabalho realizado pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), órgão da Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA), que presta toda a assistência necessária às mulheres em situação de violência. O Nudem oferece orientação jurídica, apoio psicológico, ajuizamento de ações (alimentos, divórcio, dissolução de união estável e guarda, entre outras), requerimento de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha e encaminhamento para a rede de atenção existente no município.

“Acredito que as mulheres vítimas de violência doméstica em Salvador têm onde buscar atendimento e a Defensoria Pública está de portas abertas, tanto através do Nudem, que fica no edifício Multicab Empresarial, em Sussuarana, quanto através dos Defensores que atuam nas varas”, informa.

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