Seu Browser não suporta JavaScript!
TJBA Radio
Rádio TJBA RÁDIO TJBA
Selo Justiça
Facebook Twitter Youtube Flickr Instagram

TJBA trabalha em parceria com o CNJ para aperfeiçoar ferramentas do PJe

Texto: Ascom TJBA

Compartilhar:
Imagem Galeria
Videoconferência realizada no dia 05/04, com a participação do Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ, Bráulio Gusmão

A partir desta segunda semana do mês de abril, o Tribunal de Justiça da Bahia, através de sua Secretaria de Tecnologia da Informação e Modernização (Setim), começou a trabalhar mais intensamente em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de aperfeiçoar o Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe).

O editor de texto desenvolvido para o sistema, pela equipe da tecnologia da Corte baiana, acabou chamando a atenção do CNJ, e ambas instituições cooperam para aprimorar a ferramenta de maneira mais acentuada desde segunda-feira (08/04).

O Secretário da Setim, Leandro Sady, conta que logo no início da atual gestão, o Presidente do TJBA, Desembargador Gesivaldo Britto, designou que um grupo verificasse as funcionalidades de cada um dos sistemas jurídicos utilizados no país. Nesse processo, servidores do TJBA também foram escutados.

Neste contexto, os profissionais perceberam que a funcionalidade da ferramenta de texto dos sistemas, principalmente do PJe, era uma das críticas mais decorrentes dos usuários. “O editor de texto era o principal ponto de gargalo, o principal ponto de crítica em relação a adesão ao PJe”, recorda.

Ele destaca que as reclamações diziam respeito a funcionalidade e usabilidade, que dificultavam a aderência de magistrados e servidores – normalmente mais familiarizados com a funcionalidade de editores de texto mais conhecidos, como o Microsoft Word ou o BrOffice.

Desta maneira, a equipe da Setim buscou desenvolver a ferramenta mais próxima destes programas, tornando a experiência do usuário “menos traumática”, de acordo com o Secretário. “A gente percebeu que o editor de texto, de fato. era uma funcionalidade importante, e a que mais levava tempo, inclusive, para se trabalhar no PJe por parte dos usuários”, conta.

Após realizar uma série de pesquisas, a equipe do Setim do Tribunal encontrou uma ferramenta que pôde se adaptar ao PJe, deixando-o mais próximo dos editores de textos mais conhecidos do grande público, sejam eles pagos ou gratuitos, com botões, layout e interface mais intuitiva e fácil. Durante o período de testes mais intensos com a ferramenta, o Tribunal recebeu a visita do CNJ.

Na ocasião, o magistrado Bráulio Gusmão, Juiz Auxiliar da Presidência do Conselho, externou que estava visitando os tribunais de justiça do país com o objetivo de identificar com as equipes de tecnologia da informação das Cortes um editor de texto para o PJe. “Aproveitamos a oportunidade para apresentar uma série de funcionalidades e ferramentas que vínhamos desenvolvendo internamente. O editor de texto é apenas uma delas”, ressalta o Secretário Leandro Sady.

Parceria

A partir daí, o Conselho solicitou que a Setim disponibilizasse dois de seus servidores para viajar até Brasília, para uma espécie de intercâmbio que durou 15 dias. Na ocasião, os colaboradores realizaram apresentações e trocaram experiências com outros desenvolvedores. A partir deste contato, o CNJ manifestou o interesse de realizar um trabalho de desenvolvimento mais colaborativo entre TJBA e o CNJ para desenvolver o editor de texto para o PJe.

Neste trabalho colaborativo, o TJBA oferece sua expertise e o CNJ disponibiliza sua equipe para apoiar no que for preciso, com o objetivo de fazer o desenvolvimento do editor de texto avançar. Outra contrapartida, é que a versão 2.1 do PJe, variação mais nova do sistema que passará a funcionar no CNJ em breve, seja implantada na Bahia logo em seguida.

Durante a primeira reunião realizada no dia 5 de abril, por videoconferência, o Juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Bráulio Gusmão, manifestou interesse em fazer com que as primeiras entregas ocorram o mais rápido possível. “Nós podemos evoluir muito com ele. Para mim, o editor tem a mesma importância do VPM [Virtual Private Network (VPN), rede de comunicação privada]. Ele é o coração do projeto”, avaliou o Juiz durante o encontro. O trabalho conjunto também possibilitará que a Corte tenha acesso a um software mais atualizado, com novas funcionalidades.

Existe uma minuta de convênio enviada pelo CNJ, para que a parceria com o tribunal baiano seja oficializada. O documento está na Assessoria da Presidência para Assuntos Institucionais (AEPII), setor responsável por fazer com que convênios institucionais virem realidade. A Juíza Rita Ramos, responsável pela AEP II, confirma que um termo de cooperação será assinado pelo Presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Dias Toffoli, e pelo Presidente do TJBA, formalizando a escolha do editor de texto desenvolvido pela Bahia como ferramenta do PJe.

destaque-Rita-Ramos-juíza-DSC_6567-72-1000x1024 TJBA trabalha em parceria com o CNJ para aperfeiçoar ferramentas do PJe

Juíza Rita Ramos
Assessora Especial da Presidência para Assuntos Institucionais

Da mesma maneira, Leandro Sady explica que a Bahia passará a ter informações técnicas estratégicas a respeito do desenvolvimento do PJe. Esta nova versão do sistema já possui módulo criminal, e trará, entre outras funcionalidades, a ferramenta de texto já disponível. “Se a TI consegue avançar dessa forma, é porque tem todo e total apoio da gestão do Desembargador Gesivaldo Britto. Isso é importante, e passa a ser reconhecido fora dos muros do TJBA”, opina.

Leandro-sady TJBA trabalha em parceria com o CNJ para aperfeiçoar ferramentas do PJe

Leandro Sady, Secretário de Tecnologia da Informação e Modernização

Compartilhar:
Imprimir