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Live homenageia o dia da Consciência Negra promovendo debate antirracista

Texto: Ascom PJBA

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A cidade mais negra fora da África celebrou, nesta sexta-feira (20), o Dia da Consciência Negra. Engajada em fortalecer pautas e debates sociais, a Universidade Corporativa (Unicorp) do Judiciário baiano promoveu uma live comemorativa à data.

À frente da Diretoria Geral da Unicorp, o Desembargador Nilson Castelo Branco deu início aos pronunciamentos, fazendo questão de ressaltar o comprometimento da Universidade Corporativa em promover discussões sobre assuntos relevantes, incluindo questões de ordem social. Na oportunidade, o Diretor-Geral parafraseou o professor Rufino dos Santos ao falar sobre a inserção do negro no Judiciário. “Uma das conquistas alcançadas pelo negro foi o acesso ao Poder Judiciário, após a promulgação da Constituição de 1888”, relembrou.

Representando o Desembargador Presidente Lourival Almeida Trindade, o 1º Vice-Presidente do PJBA, Desembargador Carlos Roberto Santos Araújo, fez menção à Lei Áurea, ponderando sobre a liberdade e igualdade alcançadas. “Abolição da escravatura se deu apenas em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, o que não significou uma vida igualitária entre negros e brancos. A população negra foi marginalizada e somente por meio de muitas lutas sociais a cultura foi se modificando”, avaliou o 1º Vice-Presidente.

Coordenador do evento, o Desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro falou sobre a data e reforçou as manifestações culturais e políticas existentes no país. “A data remete à morte de Zumbi, um líder do quilombo dos Palmares […], portanto, é um momento de reflexão sobre o nosso infeliz passado escravocrata, com consequências diretas até hoje”.

A história escravocrata do Brasil e a intolerância religiosa foram elucidadas pelo Desembargador Lidivaldo Reaiche Raimundo Britto, que palestrou sobre o tema. Em sua explanação, destacou, em tom crítico, as leis que sucederam o período da escravatura. “Na Lei Afonso Arinos, nº 1.390 de 1951, o preconceito e a discriminação eram consideradas apenas contravenções penais […]. A contravenção penal é uma infração de menor potencial ofensivo”, pontuou o Desembargador, que, na ocasião, sugeriu uma elevação mínima na pena relativa a assuntos raciais no Judiciário.

Enriquecendo os debates, o Desembagador Ivanilton Santos da Silva participou do evento como debatedor e iniciou suas considerações com a música Oro Mimá Ó, uma exaltação ao orixá Ogum, cultuado nos ritos das religiões de matrizes africanas. “Este é o canto do orixá Ogum, pelo amor, pela fraternidade e pela compreensão universal. Durante este canto, eu elevei os meus pensamentos a Deus para que ele me permita, neste instante, proclamar com ênfase”.

O Desembargador Ivanilton relembrou as dificuldades vividas pelos negros escravos aqui no país e as aversões nas questões de debates raciais, pois o tema era considerado um tabu. Para encerrar a sua participação, proclamou uma citação da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

A live continua disponível, na íntegra, no canal do PJBA no Youtube. Assista:

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