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Igualdade de gênero no ambiente laboral é debatida em reunião do Grupo de Trabalho sobre a Participação Feminina no Judiciário

Texto: Ascom TJBA

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A igualdade de gênero no ambiente de trabalho levará mais de 200 anos para se concretizar. Os dados são de um estudo do Fórum Econômico de 2018, citado pela procuradora da Fazenda Nacional, Camila Mello, durante debate sobre as dificuldades enfrentadas pela mulher no ambiente laboral, promovido pelo Grupo de Trabalho Participação Feminina no Judiciário, da Corte baiana.

O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (19), virtualmente, por meio do aplicativo Lifesize, que está sendo utilizado pelo Poder Judiciário da Bahia para a realização de reuniões, sessões e audiências virtuais.

Na oportunidade, Camila, que estuda o tema, citou algumas ferramentas que podem contribuir para a conquista do espaço feminino, como workshops e cartilhas de conscientização. No entanto, enfatizou que é preciso mais para romper com o cenário atual. “Só a mudança cultural será possível de destruir todas as formas de violência. Porque a raiz é essa, o machismo estrutural”, frisou.

“Não adianta multiplicar as varas de violência doméstica, se não atacarmos a causa do problema, que é a mudança de cultura, de paradigma”, reforçou a Juíza Marielza Brandão, presente na reunião virtual.

A procuradora finalizou sua fala no debate com uma frase de Simone de Beauvoir. “O objetivo não é que as mulheres tirem o poder das mãos dos homens, pois isso não mudaria nada. A questão é exatamente destruir essa noção de poder”.

“O que buscamos na verdade é a igualdade. Iguais oportunidades”, destacou a Desembargadora Nágila Brito, presidente do Grupo, no âmbito do Judiciário baiano, logo após a exposição de Camila Mello.

O debate foi promovido virtualmente porque, devido à pandemia do Coronavírus e ao isolamento social dela decorrente, o Poder Judiciário baiano está trabalhando em regime de teletrabalho desde março. O expediente presencial está previsto para retornar no início do mês de junho.

O Grupo – Criado por meio da Resolução nº 310/2019, o Grupo de Trabalho Participação Feminina no Judiciário cumpre o disposto na Resolução nº 255/2018, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sua atuação consiste na elaboração de estudos, análise de cenários, realização de eventos de capacitação e diálogo acerca da política nacional de incentivo à participação institucional feminina no Poder Judiciário.

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