• Projeto Começar de Novo leva yoga para detentas do Conjunto Penal Feminino

    O conhecimento da arte milenar da yoga chega nesta sexta-feira (25) às detentas do Conjunto Penal Feminino. Promovido pelo Projeto Começar de Novo, do Tribunal de Justiça da Bahia, o curso tem como objetivo fazer da filosofia oriental mais um apoio para ressocialização.

    Na atividade inaugural, prevista para as 9 horas, as 20 alunas assistirão ao documentário Do Lodo ao Lótus, do fotógrafo Marcelo Buainain. O filme aborda a transformação do ex-detento Luiz Gusson: a yoga ajudou o criminoso condenado a tornar-se um cidadão de bem.

    Na ocasião, também será distribuído material didático. As alunas serão estimuladas a interpretar a história do filme que se baseou no livro “Luz Na Solidão – O Despertar de Uma Alma na Prisão”, de Luiz Gusson. As aulas acontecerão todas as sextas, das 10h às 12h.

    As aprendizes de yoga vão ler capítulos da obra de Gusson, além de debater suas próprias experiências dentro e fora do presídio, com o objetivo de analisar os aspectos sociais envolvidos em suas escolhas.

    As integrantes da turma também vão aprimorar a capacidade de leitura, adquirir mais conhecimento de ortografia, fortalecer a interpretação de textos, exercitar a gramática, expressão oral e escrita, além de participar de análise terapêutica em grupo, buscando a recuperação para evitar reincidência.

    Como aconteceu com o Torneio de Futebol no Conjunto Penal em Lauro de Freitas, a partir da experiência da primeira turma, o objetivo do Projeto Começar de Novo é ampliar a iniciativa do curso de yoga para outras unidades prisionais baianas.

    Para a diretora do Conjunto Penal Feminino, Luzmarina Lima, “toda atividade de escrita e leitura é sempre bem-vinda”. Luzmarina destacou o sucesso de uma iniciativa que teve o mesmo objetivo de fortalecer as ideias no sentido de favorecer a volta das detentas ao convívio social, ao final da pena.

    Nesta experiência, as detentas realizaram, anteriormente, uma oficina de escrita e leitura, com orientação da professora do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, Denise Carrascosa, Instituto de Letras, que confirmou presença na atividade desta sexta-feira (25).

    O resultado do trabalho coordenado por professora Denise Carrascosa é uma coletânea de textos escritos pelas detentas no livro “Mentes livres, corpos indóceis”. O Conjunto Penal Feminino abriga um total de 200 detentas, entre provisórias e sentenciadas.

    Texto: Ascom TJBA

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