• Xadrez que Liberta

    Para devolver a cidadania e ressocializar presos de todo o estado, o Programa Começar de Novo, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), está implantando o Projeto Xadrez que Liberta. Adaptado à realidade do sistema prisional baiano, o projeto criado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), já atende a 60 presos da Penitenciária de Feira de Santana.

    A iniciativa se utiliza da prática do jogo de xadrez pelos detentos para, de forma lúdica e orientada por instrutores capacitados, favorecer uma transformação de comportamento e reflexão quanto às atitudes dos apenados. O projeto piloto, em Feira de Santana, tem obtido avanços. Com carga horária semanal de 16 horas, as técnicas são repassadas por instrutores de enxadrismo, que já têm um histórico na participação em torneios, desenvolvendo habilidades como concentração, estímulo ao aprendizado, empatia e contenção de impulso.

    A previsão é de que, já em dezembro, os detentos estejam preparados para o primeiro torneio, que será realizado entre as equipes dos próprios pavilhões da penitenciária. Em seguida, haverá uma final entre os vencedores e os ganhadores finais serão congratulados com certificados e medalhas.

    Na unidade prisional de Feira de Santana, os presos, que concluírem o projeto, terão a oportunidade de se tornar multiplicador do Xadrez que Liberta, dividindo seu conhecimento com outros apenados, além de poder ter sua pena reduzida a partir da conversão das horas aulas.

    Por conta dos resultados com o projeto piloto, o TJBA – em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) – vai implantar o “Xadrez que Liberta” na Penitenciária Lemos de Brito, no bairro da Mata Escura, em Salvador e na Unidade Prisional de Lauro de Freitas. De acordo com a gestora do Programa Começar de Novo, a servidora Maria do Socorro Frerichs, a previsão é de que cerca de 600 apenados sejam beneficiados com o projeto em 2014. 

    Promover uma atividade que os tire da ociosidade, valorizando suas capacidades, desenvolvendo o raciocínio e ampliando a consciência quanto a responsabilidade dos seus atos, provoca um comparativo entre o jogo e a vida. Socorro Frerichs destaca ainda que “o enxadrismo tem sido muito importante, uma vez que ajuda o detento na sua reeducação e remodelação do seu comportamento perante todas as situações da vida”.

    Texto: Laís Nascimento – Agência TJBA de Notícias / Fotos: Programa Começar de Novo

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